segunda-feira, 3 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Bisotê

Imagine uma urna mortuária, um caixão, uma esquife,

Colocada em pé, como que exposta numa funerária.

No tampo, ao invés de madeira marchetada

Um grosso espelho de bordas bisotadas

Uma parte de mim está se debatendo desesperada

Presa dentro desta urna

A outra parte observa do lado de fora

E cinicamente sorri

Enquanto passeia os dedos por sobre o bisotê

meu yin, meu yang



Em toda consciência da própria d'existência, uma r'existência escondida, e vice-versa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Entardecer

Era como antes. Um pouco de sonho no final das tardes, um pouco de sono no começo das manhãs, mas sempre pouco. Entardecemos sem pôr do sol de cinema. Agora o nosso castigo será a contumácia das nuvens.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nenúfares do tatuapé - 2002

Etevaldo conversa no MSN

Etevaldo diz:

Ontem, quase meia-noite, quando eu acabei de colocar o último post no blog dentro do banheiro do Hotel (única tomada disponível para um laptop com a bateria zerada...) eu me peguei sorrindo... do tipo "feliz comigo mesmo" sabe? Não faz idéia como faz tempo que isso não acontece...

ELEUTÉRIA diz:

por algo em especial ou pelo conjunto de coisas?

Etevaldo diz:

Parece que, quando isso acontece, alguma coisa boa entra no sangue e nos faz sentir melhores. Eu me senti assim e ainda estou me sentindo hoje pela manhã...

Etevaldo diz:

Eu comecei essa história de blog pensando em divulgar textos ligados à logística e as questões de economia solidária... Só pus um teste da batida de um caminhão da belgo, mais para sacanear uma amiga minha, engenheira de segurança, do que por outra coisa...

Etevaldo diz:

Mas ontem à noite, olhando pros dois blogs, não tive dúvidas de qual me deixava mais feliz, mesmo com os erros e com o que virá pela frente...

ELEUTÉRIA diz:

fiquei emocionada aqui.....

Etevaldo diz:

Nós NECESSITAMOS de pequenos prazeres, senão morremos lentamente... É uma espécie de suicídio lento. Questionamos quem se mata com um tiro ou se jogando de um prédio, mas não perguntamos a nós mesmos o que estamos fazendo com a gente mesmo.

E se perguntamos, fingimos não ouvir a resposta que nós mesmos damos e persistimos no auto-engano. Se não houver pequenos prazeres, já estamos mortos e não sabemos. Já nos suicidamos há muito tempo... Quando é que a gente vai parar de d’existir e começar a r’existir??

ELEUTÉRIA diz:

pronto, dá um post isso

Etevaldo diz:

preciso de um copo de água. Minha garganta esta seca... 


domingo, 26 de outubro de 2008